O que é Disaster Recovery Planning e Como Implementar na Sua Empresa

Backup Storage Data Internet Technology Business concept.

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Se você ainda não sabe o que toda empresa precisa saber sobre DR, então saiba que esse desconhecimento pode levar a prejuízos incalculáveis. E, o que é pior, qualquer empresa está sujeita a passar por esse tipo de situação.

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Com o intuito de falar mais sobre esse assunto, mostramos o que não pode ser deixado de lado quando o assunto é disaster recovery. Não deixe de conferir!

 

A importância de um Plano de Recuperação de Desastres

Para começar, devemos dizer que nem todos os gestores e empreendedores têm ideia da importância de se manter um bom plano de disaster recovery.

Não à toa, um estudo divulgado pela agência Check Point mostrou que 64% das empresas brasileiras tiveram informações e dados críticos perdidos devido a algum tipo de ciberataque.

Entre os dados roubados, constam informações pessoais de clientes, documentos confidenciais das empresas e propriedades intelectuais.

Todos esses eventos costumam ocasionar não somente a interrupção das operações, mas, também, muitos prejuízos financeiros.

Uma forma de preveni-los ou de mitigá-los, reduzindo impactos negativos, é adotando a recuperação de desastres.

“Por meio dele, pode-se adotar medidas e ações com tempo de resposta hábil, propiciando a disponibilidade dos processos mesmo em casos de ataques cibernéticos ou sinistros com causas naturais.”

 

Disaster Recovery garante a segurança dos dados

Além de assegurar a continuidade dos processos em casos de incidentes inesperados ou de evitá-los, um bom plano de recuperação de desastres garante a segurança do ativo mais precioso de uma empresa: os dados.

Mas qual a importância de se manter dados em segurança? Antes de mais nada, é por meio de informações que se pode delinear estratégias e tomar decisões importantes para uma empresa.

Ademais, vazamentos e perdas de dados de clientes podem prejudicar a imagem de uma empresa.

Esse tipo de acontecimento pode, inclusive, inspirar muita desconfiança entre investidores, o que pode até mesmo reduzir o valor de mercado de uma organização.

 

Análises de impacto nos negócios para DR: um procedimento fundamental

As análises de impacto nos negócios (do inglês “Business Impact Analysis”, ou simplesmente BIA) é um procedimento fundamental para a realização de um bom plano de recuperação de desastres.

Isso porque esse tipo de análise permite que gestores avaliem as possíveis consequências de uma interrupção causada por ataques maliciosos ou acidentes.

Dessa forma, pode-se calcular os prejuízos com base em níveis de impacto, que servem como uma classificação que permite visualizar a profundidade dos danos causados por um incidente.

Por exemplo, é possível dividir a potência desses impactos em danos muito baixos ou naqueles que podem ser administrados sem maiores problemas ou prejuízos para a organização.

Pode-se, ainda, classificar os danos que colocam a continuidade das operações e processos em xeque ou aqueles que podem levar uma empresa à falência.

Não se pode esquecer que a BIA deve ser realizada em conjunto com os gestores de todos os departamentos, com o intuito de avaliar os impactos de sinistros em cada área.

 

Conhecendo as etapas de um bom plano de recuperação de desastres

Conforme já mencionamos, um plano de recuperação de desastres é capaz de reduzir o tempo de resposta a interrupções em operações e processos, mitigar prejuízos e até evitá-los.

Mas como isso funciona na prática? Depois de feito o levantamento sobre os riscos e impactos que podem ser gerados por ataques cibernéticos e acidentes, deve-se estabelecer um plano de ação consistente, a fim de mitigar esses efeitos.

Esse plano deve conter a descrição de procedimentos a serem realizados de maneira organizada., em etapas organizadas no sentido melhor orientar os esforços no momento das ocorrências.

Entre as etapas que devem constar em um DR, podemos mencionar pelo menos 3 como principais. São elas:

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  • Ativação do plano;
  • Execução do plano;
  • Recuperação dos itens e sistemas afetados.

Considerando a importância dessas etapas para uma implementação adequada de um plano de recuperação de desastres, vamos analisá-las em maior detalhe no tópico a seguir. Confira!

 

Etapas do plano de recuperação de desastres

Etapa 1: ativação

A ativação do DR consiste na detecção de riscos iminentes e na subsequente notificação das equipes responsáveis pelos processos que envolvem a manutenção dos sistemas.

É nessa etapa que são levantados dados referentes à estimativa dos danos e à reunião de instruções necessárias à recuperação.

Etapa 2: execução

Na execução do plano, os sistemas podem funcionar em contingência, com processamento sendo realizado de maneira manual.

Também pode haver a operacionalização de sistemas alternativos, desenvolvidos especificamente para casos de DR.

Etapa 3: recuperação

Por fim, efetua-se a recuperação dos sistemas originais, com o constante monitoramento e verificações adicionais, com o intuito de identificar a persistência de ameaças.

 

Recuperação de desastres: um investimento necessário

Assim, podemos concluir que o investimento em recuperação de desastres é fundamental para prevenir prejuízos que podem levar empresas à falência.

Ao entender o que toda empresa precisa saber sobre DR, você pôde dimensionar como esse conjunto de procedimentos reduz o tempo de resposta aos impactos causados por acidentes naturais e ataques cibernéticos.

 

O que você acha de proteger os dados do seu negócio com o disaster recovery e manter sua empresa funcionando mesmo em situações críticas? Comente!

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Perguntas frequentes sobre Disaster Recovery Planning

O que é um Plano de Disaster Recovery?

Um Plano de Disaster Recovery (DR) é um conjunto documentado de procedimentos e políticas que define como uma empresa vai restaurar seus sistemas, dados e operações após um incidente — seja um ataque de ransomware, falha de hardware, desastre natural ou erro humano. Ele estabelece quem faz o quê, em que ordem e em quanto tempo.

Qual a diferença entre Disaster Recovery e Backup?

Backup é a cópia dos dados. Disaster Recovery é o plano completo de como retomar a operação — inclui backup, mas vai além: define a infraestrutura alternativa, os responsáveis pela recuperação, os sistemas prioritários e os tempos máximos aceitáveis de parada (RTO) e perda de dados (RPO). Uma empresa pode ter backup e ainda assim não ter um plano de DR eficaz.

O que são RTO e RPO no contexto de Disaster Recovery?

RTO (Recovery Time Objective) é o tempo máximo que a empresa pode ficar fora do ar sem impacto inaceitável nos negócios. RPO (Recovery Point Objective) é a quantidade máxima de dados que pode ser perdida — ou seja, até quando o backup mais recente precisa estar. Um sistema crítico pode ter RTO de 1 hora e RPO de 15 minutos; um sistema administrativo pode tolerar RTO de 24 horas e RPO de 4 horas.

Com que frequência o Plano de Disaster Recovery deve ser testado?

O ideal é testar o plano de DR pelo menos uma vez por ano, com simulações reais de recuperação. Empresas com operações críticas testam a cada 6 meses ou após qualquer mudança significativa na infraestrutura. Sem testes regulares, o plano pode estar desatualizado e falhar exatamente quando for acionado.

Qual infraestrutura é necessária para um Disaster Recovery eficaz?

Depende do RTO e RPO definidos. Para RTOs de horas, é possível usar backup em nuvem com restauração manual. Para RTOs de minutos, é necessário um ambiente de replicação ativa — seja em nuvem pública, nuvem privada ou colocation gerenciado em datacenter diferente do principal. A Adentro oferece soluções de DR com replicação contínua e failover automatizado para ambientes críticos.

Quanto custa implementar um plano de Disaster Recovery?

O custo varia de acordo com o RTO/RPO desejado e o volume de dados. Soluções de DR em nuvem podem começar a partir de R$ 2.000/mês para ambientes de pequeno porte, chegando a R$ 20.000/mês ou mais para infraestruturas críticas com replicação em tempo real. O custo de não ter DR — incluindo multas LGPD, perda de clientes e downtime — costuma ser ordens de magnitude maior.

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