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O que é Amazon EC2 e como funciona

EC2 é o serviço de máquinas virtuais da AWS. Você aluga capacidade de computação — CPU, memória, rede — sob demanda, paga por hora ou por segundo, e descarta quando não precisa mais. É a base sobre a qual grande parte da AWS é construída.

A ideia por trás do EC2

Imagine que você precisa de um servidor para rodar uma aplicação. Antes da nuvem, você comprava o hardware, esperava semanas pela entrega, instalava o sistema operacional e só então começava a trabalhar. Com o EC2, esse processo leva minutos: você escolhe o perfil de hardware que precisa, seleciona uma imagem de sistema operacional (AMI) e a instância está pronta.

EC2 significa Elastic Compute Cloud — o “elástico” é literal. Você pode subir 1 instância ou 500 em questão de minutos, e desligar tudo depois de um processamento em lote sem pagar pelo tempo ocioso.

Tipos de instâncias: escolha certa para cada workload

A AWS organiza as instâncias em famílias, cada uma otimizada para um perfil de uso diferente. Entender isso evita pagar caro por recursos que você não usa — ou travar a aplicação por falta do recurso certo.

Família Perfil Exemplos de uso
General Purpose (M, T) CPU e memória equilibrados Aplicações web, servidores de aplicação, ambientes de desenvolvimento
Compute Optimized (C) CPU de alta performance por memória Processamento em lote, encoders de vídeo, servidores de jogos
Memory Optimized (R, X) Grande quantidade de RAM Bancos de dados em memória (Redis, SAP HANA), analytics em tempo real
Storage Optimized (I, D) Alta throughput e IOPS de disco Bancos de dados NoSQL, data warehouses, sistemas de arquivos distribuídos
GPU (G, P, Inf) Processamento gráfico e ML Treinamento de modelos, renderização, inferência de IA

A instância t3.medium (2 vCPUs, 4 GB RAM) é o ponto de entrada mais comum para quem está começando. A família T usa créditos de CPU — funciona bem para cargas com picos curtos, mas pode throttle em uso contínuo. Para workloads constantes, prefira a família M.

Modelos de preço: onde a economia acontece

Esse é o ponto onde a maioria das empresas erra. Rodar tudo em on-demand é cômodo, mas é o modelo mais caro.

On-Demand: você paga por hora (ou por segundo para Linux). Sem compromisso. Ideal para desenvolvimento, testes e cargas imprevisíveis. É o modelo base, mas não deve ser o modelo principal em produção.

Reserved Instances: você se compromete com uma instância por 1 ou 3 anos e recebe desconto de até 72% comparado ao on-demand. Existem três variantes: All Upfront (paga tudo na frente, maior desconto), Partial Upfront e No Upfront (paga mensalmente, menor desconto).

Savings Plans: similar às Reserved Instances, mas o compromisso é por gasto horário mínimo, não por tipo de instância. Isso dá mais flexibilidade para mudar de família ou região e ainda manter o desconto.

Spot Instances: você usa capacidade ociosa da AWS com descontos de até 90%. O risco: a AWS pode retomar a instância com 2 minutos de aviso quando precisar da capacidade. Ideal para processamento em lote, renderização e workloads tolerantes a interrupção.

EC2 vs VMs em cloud privada

A comparação é direta: tanto EC2 quanto VMs em cloud privada são máquinas virtuais. A diferença está no modelo operacional e no perfil de custo.

No EC2, você não gerencia o hypervisor. A AWS cuida de tudo abaixo do sistema operacional. Você tem controle total do SO para cima, mas nenhum abaixo.

Em uma cloud privada como a Adentro, o modelo é similar — você recebe uma VM com recursos garantidos — mas a fatura é em BRL, sem variação cambial, e o dimensionamento é feito com base no seu perfil de uso real, não no catálogo fixo da AWS.

O ponto de atenção no EC2 é o custo de egresso: dados que saem da instância para a internet são cobrados por GB. Isso não é overhead pequeno em aplicações que servem muitos dados para os clientes.

O que considerar ao escolher o tipo de instância

  1. Perfil de CPU: sua aplicação é CPU-bound (processamento intenso) ou I/O-bound (aguarda rede/disco)? CPU-bound pede família C; I/O-bound tolera instâncias mais balanceadas.
  2. Memória necessária: bancos de dados em memória precisam de instâncias R. Subestimar memória causa swap e degrada a performance.
  3. Tipo de armazenamento: EC2 usa EBS (storage de bloco) por padrão. Para I/O muito alto, instâncias com NVMe local (família I) podem ser necessárias — mas atenção: NVMe local não persiste ao parar a instância.
  4. Rede: instâncias maiores têm mais largura de banda de rede. Para aplicações que movem muito dado entre instâncias, isso importa.
  5. Custo: sempre compare com a Calculadora AWS antes de fechar a arquitetura. Um tipo de instância errado pode custar 2x sem entregar 2x de performance.

Quer entender qual perfil de VM faz sentido para o seu workload em cloud privada? Fale com um arquiteto Adentro.

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